Edição nº 02- Itinerância da Expografia

A primeira edição do Fotocronografias narra a itinerância da exposição – Os ritmos de construção destrutiva e de destruição construtiva nos tempos de Copa em Porto Alegre: oficina de etnografia de rua e de etnofotografia no Navisual, Porto Alegre (RS, Brasil) 2013 e 2014. A atividade coletiva de pesquisa no Navisual (vinculada ao projeto Cnpq de Cornelia Eckert) se encerrou em 2015, com uma exposição na Galeria Olho Nu. Participou da Reabane 2015 e Anpocs 2016. E finalmente, uma exposição à convite do Departamento de Difusão Cultural da UFRGS ou da  Divisão de Difusão Artístico-Cultural, que tem por principal objetivo a divulgação das atividades desenvolvidas pela Pró-Reitoria de Extensão, em especial pelo projeto Unifoto coordenado pelo antropólogo Rafael Derois, que ocorreu em março 2016.

Itinerância no Hall da Reitoria, Campus Centro, UFRGS, de 05 de abril a 02 de maio 2016

Os ritmos de construção destrutiva e de destruição construtiva nos tempos de Copa em Porto Alegre: oficina de etnografia de rua e de etnofotografia no Navisual, Porto Alegre (RS, Brasil) 2013 e 2014. O Núcleo de Antropologia Visual da UFRGS desenvolveu oficina de formação em pesquisa com suportes audiovisuais com o objetivo de etnografar os processos de transformações urbanas em Porto Alegre (RS) gerenciados em prol do megaevento esportivo Copa 2014 com instrumentos fotográficos, videográficas e sonoros. Realizando etnografia nas ruas, percorremos os bairros de maior intervenção do forte processo de gentrification, de inserção de equipamentos urbanos em claro privilegio ao processo de espetacularização a ocorrer na cidade. O foco temático é estudar a memória coletiva dos habitantes em contextos citadinos nas múltiplas feições de crises e durações. As grandes metrópoles contemporâneas são causas daquilo que elas próprias produzem, e não resultam apenas das ações de seus habitantes. Neste projeto coletivo temos por meta captar esta dialética das durações nas pesquisas de etnografia para compreender as grandes metrópoles desde suas complexidades, que para Edgar Morin consiste efetivamente no tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem nosso mundo. Em março 2016 contamos com a  importante parceria do Departamento de Difusão Cultural da UFRGS para a expografia elaborada a partir de oficinas do Navisual de 2013 a 2015, permaneceu por um mês no hall da reitoria da UFRGS, campus centro. Expografia ocorreu no Ciclo Cidade, Unifoto, UFRGS. Hall da Reitoria, Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – http://www.ufrgs.br/difusaocultural/projeto.php?id=280.

Equipe: Núcleo de Antropologia Visual (NAVISUAL/PPGAS/UFRGS), 2013 a 2015, Porto Alegre/RS
Curadoria: Rafael Derois.

Itinerância no 40° ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS, 24 a 28 de Outubro de 2016 e V REA XIV ABANNE 2015, 15 a 22 de Julho de 2015

Os ritmos de construção destrutiva e de destruição construtiva nos tempos de Copa em Porto Alegre. Oficina de etnografia de rua e de etnofotografia no Navisual  itinerou  no 40 ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS, 24 a 28 de Outubro de 2016, Caxambu, Hotel Gloria, MG – http://anpocs.org/index.php/40o-encontro-anual-2016/1368-encontros-anuais/39-encontro-anual-da-anpocs-sp-415/1645-programacao-geral-sp-491425974?showall=&start=13 e V REA XIV ABANNE 2015 – Universidade Federal de Alagoas – Ufal, 15 a 22 de Julho de 2015, Maceió, AL – http://www.evento.ufal.br/anaisreaabanne/.

No fluxo espaço-temporal de conformação das cidades, os eventos cotidianos e extraordinários se entrelaçam e constituem em uma rítmica entre construir, destruir, criar, manter, que evocam sentimentos, reações, memórias, ações. A presente narrativa integra um projeto mais amplo, em que o objetivo central foi acompanhar, como pesquisadores (e moradores), os processos de intervenção e transformações relacionado ao megaevento esportivo Copa 2014 em Porto Alegre. Nesse contexto, enfocamos na forma de uma oficina continuada, as ações que tem como foco central o Estádio Beira-Rio, palco de cinco jogos deste evento e que envolveu uma série de ações e intervenções preparatórias. Estas intervenções, materializadas na forma de discursos, investimentos e ações de trabalhadores, incorrem em todo um processo de modificações e permanências que passam a integrar e conformar o cotidiano da cidade. São imagens que, por momentos impactaram a cidade e que rapidamente incorporaram-se as novas paisagens desenhadas por estas dinâmicas em sua ritmica espacial e temporal. Imagens que, em seu conjunto, representa um dos possíveis olhares e leituras, propiciados pelos processos reflexivos e sensíveis gerados pelo ato de ver, experienciar e clicar.

As metrópoles são delineadas por espaços referenciais pelas comunidades que as habitam. Localidades de aglomeração de serviços, indústrias, comércios, habitações, pessoas e sentidos. Há múltiplas variáveis que estão presentes num território em disputa de usos e significados, as transformações urbanas decorrentes das intervenções físicas na paisagem citadina denotam um espaço que se modifica sob a luz do capital financeiro. O processo de gentrificação desta região da cidade desenrola-se na interface da materialidade do concreto e da subjetividade da memória, lugar de resistência. A narrativa fotográfica enfoca a Avenida Voluntários da Pátria, que estende-se do centro histórico de Porto Alegre até uma das saídas da cidade, alcançando o estádio de futebol Arena, pertencente ao Grêmio (FBPA). Nosso olhar enquadra os fragmentos que identificam a ambientação local em remodelação; o patrimônio edificado, o tráfego e a circulação de pedestres, outros detalhes… Eis Porto Alegre sob uma forma de “narração do tempo vivido e da estetização da vida cotidiana na pluralidade de formas sociais que concebem as práticas e saberes dos seus habitantes, seguimos o movimento constante de evocação de suas imagens, de suas experiências de viver as paisagens urbanas no fluxo do tempo”. (Eckert e Rocha, 2013, p. 190)

Núcleo de Antropologia Visual (NAVISUAL/PPGAS/UFRGS), 2013 a 2015, Porto Alegre/RS

Itinerância na GALERIA OLHO NU, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, CAMPUS DO VALE, UFRGS, de 16 de dezembro de 2014 a 01 de junho de 2015

Em 2013 e 2014 o Núcleo de Antropologia Visual da UFRGS desenvolveu oficina de formação em pesquisa com suportes audiovisuais com o objetivo de etnografar os processos de transformações urbanas em Porto Alegre (RS) gerenciados em prol do megaevento esportivo Copa 2014 com instrumentos fotográficos, videográficos e sonoros. Realizando etnografia nas ruas, percorremos os bairros de maior intervenção do forte processo de gentrification, de inserção de equipamentos urbanos em claro privilegio ao processo de espetacularização a ocorrer na cidade. O foco temático é estudar a memória coletiva dos habitantes em contextos citadinos nas múltiplas feições de crises e durações. As grandes metrópoles contemporâneas são causas daquilo que elas próprias produzem, e não resultam apenas das ações de seus habitantes. Neste projeto coletivo temos por meta captar esta dialética das durações nas pesquisas de etnografia para compreender as grandes metrópoles desde suas complexidades, que para Edgar Morin consiste efetivamente no tecido de acontecimentos, ações, interações, retroações, determinações, acasos, que constituem nosso mundo fenomênico (Morin, 2011, p. 13).

Fotografias: Aline Rochedo, Cornelia Eckert, Fabiela Bigossi, Fabricio Barreto, Gabriela Jacobsen, Roberta Simon, Ronaldo Correa, Rumi Kubo, Yuri Rapkiewicz.

Curadoria, expografia e montagem: Adriana Eidt, Aline Renner, Aline Rochedo, Camila Braz, Cornelia Eckert, Debora Wobeto, Fabiela Bigossi, Fabricio Barreto, Gabriela Jacobsen, Jonathan Madeira, José Luis Abalos Junior, Roberta Simon, Rumi Kubo, Samandra Azevedo, Yuri Rapkiewicz.

Edição nº 01- Etnografias Compartilhadas

A primeira edição do Fotocronografias é dedicada a exposição intitulada Etnografias compartilhadas: narrativas visuais e sonoras do viver urbano em Porto Alegre. Publicado em http://www.ufrgs.br/difusaocultural/projeto.php?id=340 no dia 23 de agosto 2016 (Período agosto e setembro 2016) as 17 h foi aberta para o amplo publico (Local Hall da Reitoria da UFRGS, Campus Centro UFRGS, Rua Paulo Gama s/n, Bairro Farroupilha, Porto Alegre, RS, Brasil). Os autores a Turma de estudantes de Antropologia Visual do Departamento de Antropologia, IFCH UFRGS do primeiro semestre 2016 (IFCH, UFRGS); pesquisadores do NAVISUAL/BIEV PPGAS IFCH UFRGS; habitantes de Porto Alegre (RS). Eram um total de 8 grupos e um trabalho individual, foram orientados pelos pesquisadores do Navisual/BIEV: Camila Braz (estudante antropologia), Cornelia Eckert (antropóloga), Fabrício Barreto (estudante antropologia), Guillermo Gómez (estudante antropologia), José Luis Abalos Junior (estudante antropologia), Manoel Claudio da Rocha (estudante antropologia), Roberta Simon (estudante antropologia e comunicação), Rumi Kubo (antropóloga) e Yuri Schonardie Rapkiewicz (estudante antropologia).

Crônicas da Alfândega – Paisagens sonoras e visuais na Praça da Alfândega

A expografia Crônicas da Alfândega convida o público a sentar no banco da praça e escutar os sons da natureza, das folhas, dos carrinhos de compras e dos balanços que se misturam às narrativas e trajetórias das pessoas que fazem parte da Praça da Alfândega. O espaço, os personagens e seus ritmos foram se apresentando e se formando em nossa caminhada etnográfica mostrando suas paisagens sonoras e visuais através da pluralidade de histórias, vivências, emoções e memórias que ela proporciona.

Componentes do grupo:

Adriana Cunha (adricunha92@gmail.com)
Ana Paula Barros (aninha_b6@yahoo.com.br)
Daniela Becker (daniela.becker@ufrgs.br)
Jonathan Rocha (jonathanderocha@gmail.com)
Maitê Medeiros Passos (maite.mp18@gmail.com)

Orientação: Roberta Simon ( betasimon@gmail.com)

Arte de quem fica e arte de quem passa: uma narrativa sobre ofícios, cores e trajetórias na Praça da Alfândega

A Praça da Alfândega, o coração da cidade de Porto Alegre – localizada no Centro Histórico – é um espaço compartilhado, praticado e disputado por um grande fluxo de transeuntes, vendedores ambulantes, hippies, artesãos e artistas plásticos, personagens que dão sentido e significado aos caminhos trilhados. O frenesi do cenário urbano e da convivência entre diferentes manifestações artísticas se entrelaçam em um território onde arte e comércio se misturam. A expografia Arte de quem fica e arte de quem passa revela detalhes das trajetórias desses personagens que fazem da arte seu ofício, para através de um mergulho em seu cotidiano, interpretar as múltiplas temporalidades que influem na ambiência pública.

Componentes do grupo:

Alexandre Mendes
Carolina Kneipp
Júlia Menin
Solana Irene Loch Zandonai

Orientação: Yuri Schönardie Rapkiewicz